quarta-feira, 25 de abril de 2012
Os Princípios das Sessões de Treinamento
Princípios e características das sessões de treinamento
As sessões de treinamento costumam trazer elementos pessoais, cada técnico possui sua metodologia de treinamento, e traz com sigo o seu próprio estilo de trabalho.
Todos buscam a mesma coisa, o rendimento coletivo e individual de seus atletas, mais a excelência dependerá sempre do nível em que ele estimula as aptidões técnicas de seus atletas.
Encontramos então a nossa verdadeira missão, buscar e identificar os limites, propor ao treinamento as dificuldades necessárias, colocar problemas, dificuldades e obstáculos para testar a evolução.
Repetir várias vezes alguns exercícios poderão evidenciar a busca do seu limite máximo, imprescindível nos jogos e em especial nos finais das partidas onde o limite é colocado a provo.
O principio básico do treinamento é buscar uma evolução técnica, tática e física coletiva/individual, nunca esquecendo que a individualidade deve ser observada para que o efeito seja sempre uniforme.
Apenas executar movimentos não garantem evolução, pois o principio secundário das sessões é de proporcionar autonomia nas decisões e portanto, o que por sua vez proporcionará ao atleta alterações do padrão de movimento proposto para um ajuste de movimento necessário para tal situação. Vale ressaltar que esta autonomia advém do próprio ambiente de treino, das características de liberdade que nós técnico oportunizamos aos nossos atletas e da forma criativa que desenvolvemos nossos trabalhos.
Não estou lançando novos conceitos para o desenvolvimento das sessões, estou apenas resgatando o verdadeiro principio do treino que é de se aproximar sempre da realidade do jogo, e por meio deste tornar eficiente a atuação de nossa equipe.
As características técnicas individuais de nosso trabalho também precisam estar presentes neste processo, diz o ditado que “...a equipe é a cara de seu técnico”. Isso é verdadeiro e facilmente percebido quando enfrentamos equipes com estilo de jogo próprio e que traz a ideia principal do jogo conforme seu treinador a enxerga.
Implantar sua característica de trabalho aos princípios do treinamento é a chave para a identificação desses conceitos, por sua vez, um caminho seguro ao desenvolvimento coletivo. Uma equipe que atua somente na “motivação” do confronto trilha caminhos incerto, pois a motivação é parte deste processo e não deve ser a parte principal, ou então o treinamento passa a não ter legitimidade.
Equipes desconfiguradas taticamente revelam o modelo de treino desenvolvido diariamente, além de produzir internamente inseguranças quanto a sua eficiência. Quando isso ocorre algo está errado e precisa ser revisto, pois facilmente reconhecemos quando não estamos no caminho certo, o resultado passa a ser apenas a confirmação disso.
Outro principio importante no treinamento é a mobilização, quando deixamos de nos mobilizarmos e buscarmos a evolução constante nossos adversários nos ultrapassam e iniciamos um declínio técnico perigoso.
Cabe ao técnico a tarefa de monitorar se sua equipe esta realmente mobilizada para a realização das tarefas e conseqüentemente das metas/objetivos propostos coletivamente. Exigir mobilização em torno destes pontos resulta em disciplina e intensidade que aliados ao trabalho formam os pilares do sucesso de uma equipe.
“Se você não estiver com vontade de treinar, reduza a duração, e não a intensidade”. (André Agassi).
Este será sempre o ponto chave para alcançar sucesso, e nós treinadores teremos sempre à grande responsabilidade de monitorar e conduzir nossos trabalhos, desta maneira lembre-se que muito antes de colocar táticas ao jogo precisamos incutir a filosofia de sermos sempre intensos naquilo que fazemos esta é a característica principal que podemos deixar em nossa equipe, a marca registrada aliada aos princípios do treinamento.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Princípio da Progressão Tática
Avaliações e analises da aplicabilidade tática
A ideia central do tema é direcionar importância ao processo de progressão das táticas aplicadas no jogo. O tema não está intimamente ligado as evoluções táticas no treinamento, mas sua real aplicação no jogo.
Existe sim uma ligação ao que se desenvolve nas sessões de treinamento, porém, a avaliação do que foi treinado e do que foi aplicado indica ou não, uma progressão.
Desta maneira podemos dividir este princípio de progressão em três partes, assim nominadas neste conteúdo:
• Avaliação pós-ciclo de treino;
• Análise pré-jogo;
• Análise pós-jogo.
Avaliação pós-ciclo de treino – Destina-se a uma avaliação de todo o conteúdo de trabalho elaborado para a montagem tática, tais como:
Situações de jogo e sistemas;
Elaboração das variações táticas;
Estratégias emergenciais.
Entre outras necessidades que possam garantir legitimidade ao trabalho.
Desta maneira tudo que for elaborado neste ciclo pode e deve ser discutido entre todos os envolvidos, a fim de identificar as possibilidades de aplicá-las ou não no jogo. Mesmo que neste momento seja um tanto quanto subjetivo analisar.
De comum acordo e estabelecido os critérios e ajustes, todos trabalham para o seu cumprimento, criando assim uma ralação de confiança no que foi proposto e estabelecido.
Análise pré-Jogo – Relacionado ao estudo tático do adversário e aplicação da tática e estratégias estabelecidas.
Análise de riscos;
Definição dos sistemas (marcação e ataque);
Ações emergenciais (contenção/exposição).
Outras situações também poderão ser relacionadas, mas o foco principal será elaborar planos táticos baseando-se nas características do adversário, diria, Plano Específico de Confronto.
Neste processo é extremamente importante analisar fatores externos, estatística e ambiente do confronto.
Os fatores externos são as analises comparativas entre as duas equipes, pontuação, posição de classificação e custo da partida.
Fatores estatísticos relacionados ao aproveitamento técnico e outras variáveis de controle.
Fatores ambientais dizem respeito ao local do confronto, em que condições ele ocorre, expectativas emocionais que ele se desenvolverá etc...
A união destes processos cria padrões de analises recomendáveis – PAR Tático.
Tema central deste artigo chego ao ponto principal e que considero o mais relevante.
Análise pós-jogo – Justifico os motivos pelo qual considero este o ponto relevante deste conteúdo, a análise pós-jogo garante evolução ao conjunto desenvolvido anteriormente.
Com a desintegração dos princípios aqui elaborados, conseguimos monitorar e avaliar melhor as etapas do nosso trabalho, desta maneira os pontos passam a receber atenção na medida em que vamos vivenciando separadamente cada um deles.
A análise pós-jogo retrata a forma com que os conteúdos táticos foram elaborados e aplicados, bem como, conseguimos de forma objetivo avaliar seus resultados.
Lógico que necessitamos de bom senso para neste contexto analisar o resultado obtido.
Tudo deve ser avaliado separadamente da seguinte forma:
O desenvolvimento do jogo;
O resultado do jogo;
O benefício ou prejuízo alcançado com o resultado.
Em muitos casos vencer uma partida não significa que houve progressão tática. Assim como, perder uma partida também não significa que houve atraso ou que não obtivemos crescimento.
Trabalhamos para vencer jogos, mais é importante não se desligar do trabalho realizado, pois em determinado momento será ele que garantirá sucesso nos momentos decisivos.
Costumo dizer que existem equipes que “vencem jogos, mais não vencem competições”.
Um resultado isolado é apenas um resultado isolado, um trabalho bem realizado é um caminho para o sucesso,
Finalizando o tema, saliento ainda a importância de administrar bem os resultados que são obtidos, sem pânico nas derrotas e tão pouco euforia demasiada em vitórias. É importante entender que a progressão tática se constrói através de conceitos definidos e muita disciplina.
A ideia central do tema é direcionar importância ao processo de progressão das táticas aplicadas no jogo. O tema não está intimamente ligado as evoluções táticas no treinamento, mas sua real aplicação no jogo.
Existe sim uma ligação ao que se desenvolve nas sessões de treinamento, porém, a avaliação do que foi treinado e do que foi aplicado indica ou não, uma progressão.
Desta maneira podemos dividir este princípio de progressão em três partes, assim nominadas neste conteúdo:
• Avaliação pós-ciclo de treino;
• Análise pré-jogo;
• Análise pós-jogo.
Avaliação pós-ciclo de treino – Destina-se a uma avaliação de todo o conteúdo de trabalho elaborado para a montagem tática, tais como:
Situações de jogo e sistemas;
Elaboração das variações táticas;
Estratégias emergenciais.
Entre outras necessidades que possam garantir legitimidade ao trabalho.
Desta maneira tudo que for elaborado neste ciclo pode e deve ser discutido entre todos os envolvidos, a fim de identificar as possibilidades de aplicá-las ou não no jogo. Mesmo que neste momento seja um tanto quanto subjetivo analisar.
De comum acordo e estabelecido os critérios e ajustes, todos trabalham para o seu cumprimento, criando assim uma ralação de confiança no que foi proposto e estabelecido.
Análise pré-Jogo – Relacionado ao estudo tático do adversário e aplicação da tática e estratégias estabelecidas.
Análise de riscos;
Definição dos sistemas (marcação e ataque);
Ações emergenciais (contenção/exposição).
Outras situações também poderão ser relacionadas, mas o foco principal será elaborar planos táticos baseando-se nas características do adversário, diria, Plano Específico de Confronto.
Neste processo é extremamente importante analisar fatores externos, estatística e ambiente do confronto.
Os fatores externos são as analises comparativas entre as duas equipes, pontuação, posição de classificação e custo da partida.
Fatores estatísticos relacionados ao aproveitamento técnico e outras variáveis de controle.
Fatores ambientais dizem respeito ao local do confronto, em que condições ele ocorre, expectativas emocionais que ele se desenvolverá etc...
A união destes processos cria padrões de analises recomendáveis – PAR Tático.
Tema central deste artigo chego ao ponto principal e que considero o mais relevante.
Análise pós-jogo – Justifico os motivos pelo qual considero este o ponto relevante deste conteúdo, a análise pós-jogo garante evolução ao conjunto desenvolvido anteriormente.
Com a desintegração dos princípios aqui elaborados, conseguimos monitorar e avaliar melhor as etapas do nosso trabalho, desta maneira os pontos passam a receber atenção na medida em que vamos vivenciando separadamente cada um deles.
A análise pós-jogo retrata a forma com que os conteúdos táticos foram elaborados e aplicados, bem como, conseguimos de forma objetivo avaliar seus resultados.
Lógico que necessitamos de bom senso para neste contexto analisar o resultado obtido.
Tudo deve ser avaliado separadamente da seguinte forma:
O desenvolvimento do jogo;
O resultado do jogo;
O benefício ou prejuízo alcançado com o resultado.
Em muitos casos vencer uma partida não significa que houve progressão tática. Assim como, perder uma partida também não significa que houve atraso ou que não obtivemos crescimento.
Trabalhamos para vencer jogos, mais é importante não se desligar do trabalho realizado, pois em determinado momento será ele que garantirá sucesso nos momentos decisivos.
Costumo dizer que existem equipes que “vencem jogos, mais não vencem competições”.
Um resultado isolado é apenas um resultado isolado, um trabalho bem realizado é um caminho para o sucesso,
Finalizando o tema, saliento ainda a importância de administrar bem os resultados que são obtidos, sem pânico nas derrotas e tão pouco euforia demasiada em vitórias. É importante entender que a progressão tática se constrói através de conceitos definidos e muita disciplina.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Construção Metodológica do Treinamento
Conceituação e Importância das Sessões de treinamento
Penso que uma das grandes preocupações que todos nós temos diante de uma equipe e saber como administrar e planejar nossas sessões de treinamento, dar as sessões um caráter de proximidade técnica e legitimidade ao jogo que se desenvolverá.
O treinamento não é apenas repetição de atividades técnicas e táticas, vão muito além disse.
O treinamento deve assemelhar-se ao jogo proposto pelo modelo técnico da equipe e suas características individuais/coletivas.
As dúvidas de como treinar e de que forma maximizar os benefícios do treinamento criam uma grande lacuna, despertando ainda mais interesse pelos modelos de treinamento de equipes que obtém sucesso.
Com o surgimento dessa problemática, identificamos alguns fatores importantes para o esclarecimento dessas dúvidas.
O foco de observação deve ser em pontos determinantes para o sucesso das ações, tais como:
•De que forma estamos treinando e se realmente estamos aplicando nas sessões os conceitos do nosso modelo de jogo;
•Se as sessões de treino contemplam características técnicas, táticas e físicas;
•E se existe uma concepção de jogo integrado com o processo de treinamento.
A identificação desses aspectos auxiliam nossas conclusões por relacionarem objetivamente em que caminho estamos e em que direção iremos seguir.
Com informações claras, poderemos traçar a forma ideal que pretendemos para que nossa equipe treine em função da forma que irá jogar.
Os treinamentos são momentos importantes para que os recursos técnicos sejam aprimorados, mas o mais importante é utilizar o treinamento para transmitir aos atletas a forma que você pensa e sua filosofia de jogo.
Se você conseguir transmitir essa informação, com certeza o seu planejamento de treino está no caminho certo.
Embora a periodização seja fundamental para que haja um caminho a ser seguido, ele é parte desse processo e não o todo.
Ficamos muitas vezes preocupados em saber o que vamos trabalhar qual a intensidade e volume das sessões e deixamos de pensar no ponto principal que é entender se conseguimos passar a mensagem principal, e se os atletas entenderam uniformemente estas mensagens.
Penso que uma das grandes preocupações que todos nós temos diante de uma equipe e saber como administrar e planejar nossas sessões de treinamento, dar as sessões um caráter de proximidade técnica e legitimidade ao jogo que se desenvolverá.
O treinamento não é apenas repetição de atividades técnicas e táticas, vão muito além disse.
O treinamento deve assemelhar-se ao jogo proposto pelo modelo técnico da equipe e suas características individuais/coletivas.
As dúvidas de como treinar e de que forma maximizar os benefícios do treinamento criam uma grande lacuna, despertando ainda mais interesse pelos modelos de treinamento de equipes que obtém sucesso.
Com o surgimento dessa problemática, identificamos alguns fatores importantes para o esclarecimento dessas dúvidas.
O foco de observação deve ser em pontos determinantes para o sucesso das ações, tais como:
•De que forma estamos treinando e se realmente estamos aplicando nas sessões os conceitos do nosso modelo de jogo;
•Se as sessões de treino contemplam características técnicas, táticas e físicas;
•E se existe uma concepção de jogo integrado com o processo de treinamento.
A identificação desses aspectos auxiliam nossas conclusões por relacionarem objetivamente em que caminho estamos e em que direção iremos seguir.
Com informações claras, poderemos traçar a forma ideal que pretendemos para que nossa equipe treine em função da forma que irá jogar.
Os treinamentos são momentos importantes para que os recursos técnicos sejam aprimorados, mas o mais importante é utilizar o treinamento para transmitir aos atletas a forma que você pensa e sua filosofia de jogo.
Se você conseguir transmitir essa informação, com certeza o seu planejamento de treino está no caminho certo.
Embora a periodização seja fundamental para que haja um caminho a ser seguido, ele é parte desse processo e não o todo.
Ficamos muitas vezes preocupados em saber o que vamos trabalhar qual a intensidade e volume das sessões e deixamos de pensar no ponto principal que é entender se conseguimos passar a mensagem principal, e se os atletas entenderam uniformemente estas mensagens.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Não somos parecidos com o Futebol, nosso esporte se chama Futsal
Jogo de elevada exigência técnica, dinâmico e com características próprias
A falta de literaturas e de uma clara definição sobre o Futsal ainda proporcionam comparações com Futebol, atrasando nossa evolução como modalidade própria com características e elementos específicos.
O Futsal não é um esporte parecido com o Futebol sob meu ponto de vista, possuímos independência técnica e tática e visivelmente física.
Talvez o fato de ser praticado em um terreno de jogo onde os objetivos e as regras são "parecidas", onde se desenvolve um confronto entre duas equipes e cujo objetivo é vencer a imposição de uma defesa a fim de concretizar um lance de ataque com sucesso e que este represente o grande momento do jogo, o Gol. Posso assegurar que o Futsal é diferente e possivelmente acabe aqui as nossas semelhanças.
Estas semelhanças confundem e impedem que o Futsal possua sua própria identidade e por conseqüência tenhamos nossos conceitos e características bem definidos.
Objetivo deste tema e de despertar o interesse pelas nossas particularidades, oportunizar senso critico e conceituar o Futsal.
Posso rapidamente elencar nossas particularidades e de forma resumida justificar a necessidade de conceituar o Futsal como modalidade própria.
Convivemos em um “terreno” de jogo incerto, com problemática e muito imprevisível, antes que alguém possa me dizer que estas características também estão presentes no Futebol, me antecipo que a grande diferença está exatamente no tempo de ação/reação para a resolução dessas situações, o Futsal possui elevado grau de dificuldade e o atleta por sua vez necessita de uma velocidade psico/motora integrada para agir em frações de segundos. Essa é nossa característica principal, sermos velozes na Ação Cognitiva e nas Ações Motoras, nossas respostas são imediatas e isso nos torna diferente.
Outro ponto determinante para justificar meu tema, são as características multifuncionais dos atletas de Futsal que por obrigação precisam atacar e defender com o mesmo grau de exigência, habituar-se a jogar em posições de defesa e ataque e cumprir as tarefas predominantes nestas posições, não se pode ter liberdade para somente atacar ou restrições para somente defender, no Futsal os sistemas são interligados e, portanto as funções executadas precisam também estarem interligadas.
O atleta de Futsal participa da partida durante períodos/ciclos do jogo, saí e retorna ao mesmo para continuar competindo, estas possibilidades elevam a dinâmica e a exigência física do jogo, tornando-o continuo e muito intenso.
Somos diferentes e somos específicos, nosso esporte é o Futsal.
A falta de literaturas e de uma clara definição sobre o Futsal ainda proporcionam comparações com Futebol, atrasando nossa evolução como modalidade própria com características e elementos específicos.
O Futsal não é um esporte parecido com o Futebol sob meu ponto de vista, possuímos independência técnica e tática e visivelmente física.
Talvez o fato de ser praticado em um terreno de jogo onde os objetivos e as regras são "parecidas", onde se desenvolve um confronto entre duas equipes e cujo objetivo é vencer a imposição de uma defesa a fim de concretizar um lance de ataque com sucesso e que este represente o grande momento do jogo, o Gol. Posso assegurar que o Futsal é diferente e possivelmente acabe aqui as nossas semelhanças.
Estas semelhanças confundem e impedem que o Futsal possua sua própria identidade e por conseqüência tenhamos nossos conceitos e características bem definidos.
Objetivo deste tema e de despertar o interesse pelas nossas particularidades, oportunizar senso critico e conceituar o Futsal.
Posso rapidamente elencar nossas particularidades e de forma resumida justificar a necessidade de conceituar o Futsal como modalidade própria.
Convivemos em um “terreno” de jogo incerto, com problemática e muito imprevisível, antes que alguém possa me dizer que estas características também estão presentes no Futebol, me antecipo que a grande diferença está exatamente no tempo de ação/reação para a resolução dessas situações, o Futsal possui elevado grau de dificuldade e o atleta por sua vez necessita de uma velocidade psico/motora integrada para agir em frações de segundos. Essa é nossa característica principal, sermos velozes na Ação Cognitiva e nas Ações Motoras, nossas respostas são imediatas e isso nos torna diferente.
Outro ponto determinante para justificar meu tema, são as características multifuncionais dos atletas de Futsal que por obrigação precisam atacar e defender com o mesmo grau de exigência, habituar-se a jogar em posições de defesa e ataque e cumprir as tarefas predominantes nestas posições, não se pode ter liberdade para somente atacar ou restrições para somente defender, no Futsal os sistemas são interligados e, portanto as funções executadas precisam também estarem interligadas.
O atleta de Futsal participa da partida durante períodos/ciclos do jogo, saí e retorna ao mesmo para continuar competindo, estas possibilidades elevam a dinâmica e a exigência física do jogo, tornando-o continuo e muito intenso.
Somos diferentes e somos específicos, nosso esporte é o Futsal.
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