Vamos para mais um item da pesquisa, relacionado à Ocupação Espacial. Confesso-lhes que esse item me chamou muito a atenção, não pela proporcionalidade mais por conhecer um pouco melhor as delimitações e as ocupações que meu trabalho estava tendo.
Toda pesquisa é muito importante, mas ela precisa ter correlação com a prática e também aplicabilidade no nosso trabalho diário ou então apenas será uma pesquisa, números e sem importância.
A coleta relacionada à Ocupação Espacial refere-se especificamente aos limites da quadra onde realizamos nossas atividades (Treinamentos), e foram divididas da seguinte forma:
1.Quadra Toda
2.Meia Quadra
3.¼ de Quadra
Nossas atividades representaram a proporcionalidade da ocupação e com grande percentual relacionado aos trabalhos onde utilizando com grande ênfase a quadra toda.
Com estes números chegamos a algumas conclusões importantes e que expressaram realmente o que previamente imaginávamos.
Quando você realiza trabalhos com ocupação de todo espaço disponível da quadra acaba proporcionando ao atleta uma visão amplificada e certamente isso lhe auxiliará na visão global do jogo.
Vou apresentar a coleta para uma posterior análise, que assim se demonstrou:
Ocupação Espacial Percentual
Quadra Toda 77%
Meia Quadra 20%
¼ de Quadra 3%
Como percebemos a proporcionalidade foi muito maior na ocupação total do espaço, acredito que esse deve ser uns dos motivos que levam minha equipe a ter uma melhor noção dos espaços e coberturas e por consequência controle do jogo, evitando sofrer muitos gols, pois de imediato a finalização de uma tarefa ofensiva a equipe se ajusta prontamente ao sistema de defesa evitando que o prejuízo comprometa o resultado.
Os trabalhos de Meia Quadra também tem percentual relevante, e normalmente são aqueles trabalhos realizados com movimentações ofensivas e posse de bola de meio de quadra, uma realidade freqüente do jogo.
Já os trabalhos onde utilizamos apenas ¼ da Quadra estão relacionados aos períodos de Pré Aquecimento e atividades iniciais de trabalho.
Bom, os números obviamente são grande relevância para o meu trabalho, mas o objetivo é compartilhar com vocês e também demonstração a correlação que as pesquisas possuem com nosso trabalho prático. Acredito que podemos identificar ações que sejam importantes monitorar e controlar em nossas sessões, utilizando deste processo para grandes evoluções Técnico/Tático.
Grande abraço e seguimos sempre buscando mais informações aos amigos e seguidores do Blog, em breve mais conteúdo. Obrigado à todos!!!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Quantificação do Treino - Condição da Tarefa
A Condição da Tarefa tem como principal objetivo avaliar de que forma a atividade foi realizada e em que condições. A atividade pode ser realizada em diversas situações mais em especial destaco as atividades (com e sem) Defesa, com Defesa (passiva ou ativa) e leva em consideração também a combinação dos fundamentos, tais como:
•Passe e Finalização;
•Recepção, passe e Finalização;
•Recepção, condução e passe/finalização.
Avalia também a complexidade do jogo que neste caso são divididos em dois tipos:
1.Situações similares ao jogo – Com regras e padrões idênticos ao que se prática numa partida.
2.Situações Táticas – Que podem ou não serem aplicadas no jogo, e ainda ter ou não a presença de defesa.
Essencialmente a avaliação consiste em perceber a complexidade do jogo e seu desenvolvimento evitando assim um “abismo” entre o trabalho de fundamentos técnicos individuais e o jogo propriamente dito. Lembrando que este é o maior problema que enfrentamos, pois as metodologias priorizam na minha avaliação de forma erronia os trabalhos desassociados da sua prática criando uma dificuldade enorme quando o atleta/aluno terá que jogar o jogo em condições adversas. Normalmente ele executa tudo sem a defesa ou sem resistência e não “experimenta” em situações de adaptações, indo direto ao jogo. Além de comprometer a qualidade de execução pode também criar um trauma emocional e a falta de confiança para a realização daquela determinada tarefa.
Vamos então à coleta dos dados, para uma breve análise:
Condição da Tarefa Percentual
Fundamento Individual 1,5%
Complexo do Jogo 56,2%
Jogo 42,2%
Como podemos perceber os percentuais são idênticos aos percentuais na coleta da Função da Tarefa, pois os mesmos estão intimamente ligados, os trabalhos que avaliam a Função avaliam também a Condição e os dados servem de contraprova, se gasta pouco tempo nas atividades de fundamentos individuais, ênfase na complexidade do jogo para preparar o atleta para a condição de executar bem sua tarefa no jogo propriamente dito.
O Tempo disposto para realização de atividades de complexidade das tarefas auxiliam o atleta na busca de soluções, resolvendo o problema de forma cognitiva. Na minha visão essa é a grande proposta do treinamento.
Grande abraço e até o próximo post onde falarei sobre a Ocupação Espacial. Até breve!
•Passe e Finalização;
•Recepção, passe e Finalização;
•Recepção, condução e passe/finalização.
Avalia também a complexidade do jogo que neste caso são divididos em dois tipos:
1.Situações similares ao jogo – Com regras e padrões idênticos ao que se prática numa partida.
2.Situações Táticas – Que podem ou não serem aplicadas no jogo, e ainda ter ou não a presença de defesa.
Essencialmente a avaliação consiste em perceber a complexidade do jogo e seu desenvolvimento evitando assim um “abismo” entre o trabalho de fundamentos técnicos individuais e o jogo propriamente dito. Lembrando que este é o maior problema que enfrentamos, pois as metodologias priorizam na minha avaliação de forma erronia os trabalhos desassociados da sua prática criando uma dificuldade enorme quando o atleta/aluno terá que jogar o jogo em condições adversas. Normalmente ele executa tudo sem a defesa ou sem resistência e não “experimenta” em situações de adaptações, indo direto ao jogo. Além de comprometer a qualidade de execução pode também criar um trauma emocional e a falta de confiança para a realização daquela determinada tarefa.
Vamos então à coleta dos dados, para uma breve análise:
Condição da Tarefa Percentual
Fundamento Individual 1,5%
Complexo do Jogo 56,2%
Jogo 42,2%
Como podemos perceber os percentuais são idênticos aos percentuais na coleta da Função da Tarefa, pois os mesmos estão intimamente ligados, os trabalhos que avaliam a Função avaliam também a Condição e os dados servem de contraprova, se gasta pouco tempo nas atividades de fundamentos individuais, ênfase na complexidade do jogo para preparar o atleta para a condição de executar bem sua tarefa no jogo propriamente dito.
O Tempo disposto para realização de atividades de complexidade das tarefas auxiliam o atleta na busca de soluções, resolvendo o problema de forma cognitiva. Na minha visão essa é a grande proposta do treinamento.
Grande abraço e até o próximo post onde falarei sobre a Ocupação Espacial. Até breve!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Quantificação do Treino - Função da Tarefa
O próximo item que analisamos na pesquisa refere-se à Função da Tarefa que consiste na identificação que aquela determinada atividade/exercício tem, normalmente procuramos identificar dentro do treinamento as atividades técnicas que proporcionam suporte ao sistema tático da equipe, é inevitável dizer que todo sistema tático depende da qualidade técnica da equipe, isso é determinante para o sucesso das ações.
Dentro da Função da Tarefa foram analisadas as seguintes variáveis:
•Fixação da Técnica – Atividades que exigem do técnico a correção de gestos e movimentos específicos, em especial aos fundamentos básicos da modalidade, como por exemplo: Posição dos pés na finalização, posição dos pés na hora do passe, condução de bola com velocidade, mudanças de direção entre outras...
•Aplicação da Técnica – Atividades que criamos dentro das sessões de treinamento para aplicar a técnica especifica, como por exemplo: Criamos exercícios e jogos que exigem o aprimoramento e aplicação correta da técnica individual do atleta.
•Competição – Refere-se diretamente ao jogo, ao conjunto competitivo que se desenvolve dentro da equipe através de atividades práticas que exigem dos atletas o empenho para superar e até mesmo “vencer” a tarefa proposta. Se a atividade não contemplar o caráter competitivo a aplicação da técnica ficará prejudicada e assim dificultará o aperfeiçoamento dos gestos específicos.
Desta forma estabeleceu-se o mesmo critério de quantificação, o tempo total do treinamento foi de 395 min. (Trezentos e noventa e cinco minutos) e dentro das atividades realizadas no treinamento foram feitas as distribuições para identificar o percentual de trabalho em cada tarefa. Ficando assim expostas:
Função da Tarefa Percentual
Fixação da Técnica 1,5%
Aplicação da Técnica 56,2%
Competição 42,2%
Farei uma rápida análise sobre os dados coletados:
No Alto Rendimento o técnico muitas vezes não dispõe de tempo apropriado para executar correções técnicas (Trabalho de fundamentos básicos), o atleta que se apresenta para uma equipe de rendimento “necessita” de fundamentos técnicos apurados, a função do treinamento e do técnico nesta fase de trabalho será o de aprimorar e aperfeiçoar a sua qualidade técnica dentro de atividades que exijam perfeição na sua execução, e a ênfase também será muito maior no jogo/competição para que o atleta possa aprimorar sua condição de execução.
Se estivéssemos falando de atletas em formação e base, teríamos que aumentar o percentual de trabalhos de fixação da técnica, para que os fundamentos fossem corrigidos e melhorados. Garantindo uma qualidade para a execução mais complexa no alto rendimento.
No caso de minha equipe os percentuais foram significativos no que tange a Aplicação da Técnica e o jogo/competição dentro do treinamento, de forma proposital essa metodologia é aplicada para garantir ao atleta atividades que se aproximem sempre ao máximo da realidade do jogo. Costumo dizer que no alto rendimento o atleta precisa saber “entender o jogo”.
No próximo post apresentarei as analise relacionado à Condição da Tarefa, grande abraço e até o próximo.
Dentro da Função da Tarefa foram analisadas as seguintes variáveis:
•Fixação da Técnica – Atividades que exigem do técnico a correção de gestos e movimentos específicos, em especial aos fundamentos básicos da modalidade, como por exemplo: Posição dos pés na finalização, posição dos pés na hora do passe, condução de bola com velocidade, mudanças de direção entre outras...
•Aplicação da Técnica – Atividades que criamos dentro das sessões de treinamento para aplicar a técnica especifica, como por exemplo: Criamos exercícios e jogos que exigem o aprimoramento e aplicação correta da técnica individual do atleta.
•Competição – Refere-se diretamente ao jogo, ao conjunto competitivo que se desenvolve dentro da equipe através de atividades práticas que exigem dos atletas o empenho para superar e até mesmo “vencer” a tarefa proposta. Se a atividade não contemplar o caráter competitivo a aplicação da técnica ficará prejudicada e assim dificultará o aperfeiçoamento dos gestos específicos.
Desta forma estabeleceu-se o mesmo critério de quantificação, o tempo total do treinamento foi de 395 min. (Trezentos e noventa e cinco minutos) e dentro das atividades realizadas no treinamento foram feitas as distribuições para identificar o percentual de trabalho em cada tarefa. Ficando assim expostas:
Função da Tarefa Percentual
Fixação da Técnica 1,5%
Aplicação da Técnica 56,2%
Competição 42,2%
Farei uma rápida análise sobre os dados coletados:
No Alto Rendimento o técnico muitas vezes não dispõe de tempo apropriado para executar correções técnicas (Trabalho de fundamentos básicos), o atleta que se apresenta para uma equipe de rendimento “necessita” de fundamentos técnicos apurados, a função do treinamento e do técnico nesta fase de trabalho será o de aprimorar e aperfeiçoar a sua qualidade técnica dentro de atividades que exijam perfeição na sua execução, e a ênfase também será muito maior no jogo/competição para que o atleta possa aprimorar sua condição de execução.
Se estivéssemos falando de atletas em formação e base, teríamos que aumentar o percentual de trabalhos de fixação da técnica, para que os fundamentos fossem corrigidos e melhorados. Garantindo uma qualidade para a execução mais complexa no alto rendimento.
No caso de minha equipe os percentuais foram significativos no que tange a Aplicação da Técnica e o jogo/competição dentro do treinamento, de forma proposital essa metodologia é aplicada para garantir ao atleta atividades que se aproximem sempre ao máximo da realidade do jogo. Costumo dizer que no alto rendimento o atleta precisa saber “entender o jogo”.
No próximo post apresentarei as analise relacionado à Condição da Tarefa, grande abraço e até o próximo.
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